O ser humano torna-se, cada vez mais, individualista e isolado em seu próprio mundo e nas imagens que lhe são passados. Vive-se alienado. A sociedade, a maioria, está mais passiva.
A televisão, a violência, a falta de uma sociedade pró-ativa em prol de algo edificante mina a coletividade e, consequentemente, a força de um grupo para se libertar dos meios alienadores. Essa alienação vem sendo passada de geração para geração, pois não há força, ainda não demonstrada, para que o elo dessa corrente acabe.
A maioria das pessoas passa a ser espectadoras do grande teatro, o mundo. Apenas emocionam-se com os espetáculos ou tragédias, mas nunca atuam nesse palco.
Uma minoria escreve a história, isto é, possui o poder, que teoricamente, é da maioria, vide a democracia, mas esta (maioria) encontra-se com olhos fechados, ora pela ignorância, ora pelo seu próprio estado de conforto, ora pela falta de educação séria e eficaz.
Existem dois mundos, o que achamos que vemos e o que realmente é. E para ver o mundo real e sermos capazes de atuar nele é preciso conhecer, refletir e questionar, essa tríade de princípios estabelecerá o verdadeiro sentido das coisas.
A mente humana nunca pode fechar-se para algo. Ela deve estar sempre aberta para receber novas idéias e juntar-se ao coletivo a fim de libertar outras mentes para eterna arte da comunhão e indagação.
Leonardo Afonso Amorim
Minha redação na prova do vestibular da UNB em 2005
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